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SUS incorpora três novas terapias de ponta para o tratamento do câncer de pulmão

5 de out.
2 min de leitura


O Ministério da Saúde anunciou uma importante ampliação no atendimento oncológico pela rede pública. A partir deste mês de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) começa a disponibilizar de forma gradual três fármacos inovadores de alta tecnologia: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.

Integradora da Assistência Farmacêutica Oncológica, a iniciativa deve contemplar cerca de 1,9 mil pacientes em todo o território nacional, permitindo abordagens mais personalizadas para diferentes estágios da patologia.


Como atuam os novos remédios?

Diferente da quimioterapia tradicional, esses remédios agem por mecanismos mais específicos. Segundo o oncologista Saulo Brito Silva, docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, os medicamentos dividem-se em dois grupos de ação:


  • Terapias-alvo (Brigatinibe e Gefitinibe): atijam alterações proteicas específicas presentes nas células tumorais.


  • Imunoterapia (Durvalumabe): reeduca e estimula o próprio sistema defensivo do organismo a reconhecer e combater as células do câncer.


Indicações para cada perfil de diagnóstico

A escolha entre os fármacos varia conforme a evolução da doença:


  • Casos com metástase: O gefitinibe e o brigatinibe são recomendados para quadros avançados, onde a patologia já se espalhou além dos pulmões.


  • Tumores inoperáveis sem metástase: O durvalumabe é prescrito para casos em que a lesão continua restrita à região pulmonar, mas a cirurgia não é viável devido à localização próxima a estruturas delicadas.


O desafio do diagnóstico precoce e da prevenção

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) colocam a neoplasia pulmonar entre as três de maior incidência no Brasil, sendo a principal responsável por óbitos no país em decorrência da identificação em fases adiantadas. Quando detectado em fases em que a cirurgia já não é possível, o tratamento exige intervenção sistêmica.


Embora as novas opções farmacológicas tragam ganhos expressivos na qualidade de vida e sobrevida do paciente, especialistas enfatizam que o combate mais eficiente ainda ocorre pela prevenção primária.


O tabagismo (direto ou passivo) continua disparado como a principal causa da doença. Contudo, casos em não fumantes também ocorrem e são alvos de pesquisas, apontando fatores ambientais, como a poluição, como potenciais agravantes.

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