Preservação e risco no patrimônio histórico de Salvador: MPF obtém restauração da Igreja do Carmo enquanto oito templos são interditados
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O conjunto arquitetônico e cultural do Centro Histórico de Salvador atravessa um momento decisivo entre a salvaguarda de seus monumentos e o alerta sobre a degradação de acervos seculares. Em uma vitória expressiva para a preservação patrimonial, o Ministério Público Federal (MPF) obteve uma decisão judicial que determina a realização de obras urgentes de restauração e consolidação estrutural na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, localizada no Pelourinho.

Paralelamente ao avanço do processo do Carmo, relatórios de vistorias técnicas recentes acenderam o sinal vermelho para a segurança de fiéis e visitantes ao apontar risco alto ou muito alto de colapso em oito igrejas históricas da capital baiana, resultando na interdição preventiva desses imóveis.
A decisão sobre a Igreja da Ordem Terceira do Carmo
A ação promovida pelo MPF visa interromper anos de degradação provocados pela ação do tempo, infiltrações e falta de manutenção preventiva em um dos templos barrocos mais expressivos do Brasil. A medida judicial estabelece obrigações diretas aos órgãos de proteção do patrimônio e aos responsáveis pelo imóvel para:
Execução de obras emergenciais: Estabilização de coberturas, fachadas e elementos decorativos em risco iminente de desabamento.
Elaboração de projeto executivo de restauração: Planejamento completo para a recuperação arquitetônica e artística do acervo.
Garantia de recursos e fiscalização: Acompanhamento técnico rigoroso para assegurar a conservação sem descaracterizar os elementos históricos originais.
Vistorias apontam risco crítico e provocam interdições em série
A urgência na intervenção de monumentos históricos ficou ainda mais evidente após laudos técnicos identificarem comprometimentos graves na estrutura de oito templos religiosos em Salvador. As vistorias avaliaram fatores como estabilidade de alvenarias, integridade de telhados, cupins e oxidação de tirantes de sustentação.
As interdições preventivas visam evitar tragédias e cobrem pontos críticos identificados nos laudos:
Risco alto e muito alto de desabamento: Identificação de peças de madeira e trechos de forro com perda de capacidade de carga.
Suspensão de atividades públicas: Fechamento temporário ao público para missas, celebrações e visitação turística até a execução de reformas de contenção.
Mapeamento de prioridades para restauro: Priorização do direcionamento de verbas públicas e privadas de preservação para as estruturas mais fragilizadas.
O desafio da sustentabilidade do patrimônio soteropolitano
A urgência das reformas expõe a necessidade de um plano contínuo de manutenção preditiva para o acervo arquitetônico da Bahia. Além de preservar a memória cultural e a identidade religiosa do país, a restauração desses monumentos é peça-chave para a economia do turismo e a segurança dos moradores e frequentadores do Centro Histórico de Salvador.




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