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Malware para Android combina fraude de empréstimo e retransmissão por NFC para drenar contas

  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

Uma campanha de segurança cibernética voltada para dispositivos Android revelou uma tática sofisticada de roubo financeiro que combina engenharia social, controle remoto de aparelhos e a tecnologia de aproximação (NFC). Segundo análises divulgadas pela Group-IB, cibercriminosos estão utilizando uma dupla de malwares para solicitar empréstimos bancários no nome das vítimas e, em seguida, clonar dados do cartão em tempo real para sacar e gastar o dinheiro no mundo físico.

A tática se destaca pelo alto grau de sofisticação técnica ao criar uma ponte invisível entre o cartão físico da vítima e máquinas de pagamento ou caixas eletrônicos controlados pelos atacantes.

O passo a passo da invasão: da chamada falsa ao saque com NFC

A operação fraudulenta não depende apenas de vulnerabilidades do sistema operacional, mas começa com o engano direto da vítima. O ataque segue etapas bem estruturadas:

  1. Abordagem por engenharia social: O golpe inicia com uma ligação telefônica na qual o criminoso se passa pelo suporte técnico de uma instituição bancária, alegando um suposto problema no cartão de débito do usuário.

  2. Instalação do trojan de acesso remoto: Convencida pelo golpista, a vítima baixa um malware do tipo RAT (como o SpyNote), que concede acesso total ao smartphone Android.

  3. Infiltração do malware de retransmissão: Com o controle do aparelho, o atacante instala uma segunda ferramenta maliciosa, conhecida como WindRelay, focada no chip NFC do telefone.


  4. Solicitação de empréstimo e captura de dados: O criminoso acessa o aplicativo do banco em execução e contrata um empréstimo em nome do usuário. Em seguida, pede para a vítima encostar o cartão físico na traseira do celular e digitar a senha numérica (PIN).

  5. Transmissão dos dados e transação no mundo físico: O WindRelay lê os dados do chip do cartão e os envia em tempo real para um segundo celular em posse do golpista diante de uma maquininha de cartão ou caixa eletrônico. A transação é aprovada porque a leitora se comunica diretamente com o cartão real à distância.

O risco da tecnologia de retransmissão por NFC (Relay Attack)


O grande diferencial dessa ameaça é que ela supera os mecanismos tradicionais de detecção de fraudes de cartão virtual. O ataque funciona como um espelho de sinal. Como o sinal criptografado do chip é retransmitido ao vivo e a transação é autenticada com a senha real digitada pela própria vítima durante a ligação, os sistemas bancários tratam a compra ou o saque como legítimos.


Como se proteger contra golpes digitais complexos


Diante do avanço de malwares modulares no Android, especialistas recomendam medidas rígidas de higiene cibernética:

  • Desconfie de ligações de suporte: Bancos e operadoras não solicitam a instalação de aplicativos ou ferramentas de acesso remoto para resolver problemas no cartão.

  • Não encoste cartões no celular sob instrução externa: Nunca utilize a leitura de NFC do aparelho enquanto estiver em ligação com terceiros.

  • Evite o download de arquivos fora de lojas oficiais: Não instale pacotes APK enviados por links no WhatsApp, e-mail ou SMS.

  • Mantenha o NFC desativado: Ligue a função de aproximação no smartphone apenas no momento em que for realizar um pagamento presencial.

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