Incêndio atinge usina solar da prefeitura em Cuiabá e levanta alerta sobre manutenção e conservação de estruturas públicas
- 23 de jul.
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Um incêndio de grandes proporções atingiu a área onde está instalada a usina de energia solar da Prefeitura de Cuiabá, localizada nos fundos da Policlínica do bairro Pedra 90. O episódio, registrado nesta semana, mobilizou o Corpo de Bombeiros e reacendeu o debate sobre a fiscalização, a segurança contra incêndios e o estado de conservação das infraestruturas públicas na capital mato-grossense.

Imagens divulgadas por moradores e por parlamentares mostram as chamas se alastrando rapidamente pela vegetação seca e atingindo parte da estrutura do complexo solar. A fumaça densa assustou quem buscava atendimento na unidade de saúde vizinha e moradores da região.
Denúncias de abandono e mato alto no local:
O incidente gerou forte repercussão política local. Vereadores da capital estiveram no local para vistoriar os estragos e denunciaram o suposto estado de abandono da usina. Segundo os parlamentares, o acúmulo de mato seco ao redor das placas solares e a falta de manutenção periódica criaram o cenário ideal para a propagação rápida do fogo, típico do período de estiagem e seca prolongada na região centro-oeste.
A usina de energia fotovoltaica do Pedra 90 faz parte de um conjunto de investimentos públicos voltados para a redução de custos com energia elétrica em prédios municipais. Contudo, a falta de aceiros (faixas de terra limpas de vegetação para conter focos de incêndio) e a ausência de capinação regular foram apontadas por especialistas como fatores críticos que aumentaram a vulnerabilidade da estrutura.
O risco de queimadas em instalações solares no período de seca:
Especialistas em energia renovável e segurança contra incêndios alertam que usinas solares, especialmente as instaladas no solo, exigem planos rígidos de manejo ambiental, principalmente durante os meses de seca severa.
Entre os principais riscos e medidas preventivas em parques fotovoltaicos estão:
Manejo de vegetação e aceiros: A limpeza frequente do terreno ao redor dos painéis é indispensável. O mato alto seco serve como combustível de fácil combustão.
Manutenção elétrica preventiva: Sobreaquecimentos em inversores, conexões frouxas ou falhas de isolamento em cabos podem gerar faíscas e iniciar incêndios caso haja vegetação próxima.
Sistemas de monitoramento: A presença de sensores de temperatura e câmeras de monitoramento ajuda a identificar pequenos focos antes que se alastrem para grandes proporções.
Respostas e apuração dos estragos:
O Corpo de Bombeiros atuou no combate ao fogo para evitar que as chamas alcançassem a estrutura da policlínica e causassem danos ainda maiores ao patrimônio público ou riscos aos pacientes e profissionais de saúde.
A administração municipal e os órgãos competentes deverão contabilizar os prejuízos materiais causados aos painéis e equipamentos elétricos, além de apurar se o incêndio teve origem criminosa na vegetação vizinha ou se foi provocado por alguma falha no próprio sistema elétrico do complexo.
Como você avalia a manutenção das estruturas e espaços públicos na sua cidade durante o período de seca? Deixe o seu comentário e compartilhe este artigo com seus contatos!




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